"Eu e minha mãe..."
Ao ler esta frase, muitas pessoas imaginam uma cena bonita,
um colo, um abraço, um sorriso e flores...
Será? Será que são MUITAS pessoas que tem esta imagem quando
pensam na sua relação com a mãe?
Cada qual conhece a sua história. E é muito comum haver
atritos, tristezas, exclusões entre familiares, inclusive com a própria mãe.
No consultório, é comum encontrarmos relações enfraquecidas,
emaranhados de culpas ou cobranças, de separações precoces por doença ou morte,
ou crianças que não conheceram sua mãe biológica. Olhamos para isso com amor e
cuidado.
Mas por que falar disso hoje? Falar disso no “mês das mães”?
Por respeito. Respeito àqueles que não criam uma imagem
mental cheia de corações ou colo nessa época. Têm o direito de sentir esse dia
da forma diferente.
E também por amor. Para neste momento, trazer uma reflexão,
daquelas que são feitas em silêncio, no coração.
Todos temos mãe. TODOS. Para a primeira respiração, para
viver este momento, precisou de uma mãe e um pai, mesmo que não sejam
reconhecidos. Biologicamente e
espiritualmente, homem e mulher são essenciais para estarmos aqui hoje.
Temos chance, nesta existência, de honrar e agradecer pela
vida que recebemos. De que forma? Vivendo ela! E aos pouquinhos,
reencontrando-se com sua essência, com cada um dos seus 50%, com a metade que te formou...
Então ao invés do tradicional Feliz Dia das Mães, desejo um
Especial dia de Filhos, com paz no coração.
Gisele Cristina Voss
06 de maio de 2016
06 de maio de 2016
Psicóloga, Consteladora Familiar e filha que quando lê esta frase lembra de uma foto junto com a mamãe fazendo "beijinho de borboleta"...
Mas também uma terapeuta que compreende que Amor dá trabalho, e para muitas pessoas buscar reconciliação ou perdão, não são caminhos simples como se lê na teoria. Mas que são possíveis, quando há o querer... há algumas rotas para isso...


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