Família e “A fruta não cai longe do pé”


“A fruta não cai longe do pé.” Não ouvi este ditado em aulas de biologia, e sim nas aulas de Terapia Familiar. Falar desta curiosidade das frutas que nascem do mesmo pé, trazerem um sabor característico daquele seu destino em comum... para pensar em nós, dentro de nossas famílias. Quem nunca ouviu alguma frase do tipo:  “Esse menino é nervosinho como seu avô.” Mesmo que esta criança nunca tenha convivido com seu vovô.
Características em comum, crenças compartilhadas, segredos invisíveis e traumas que carregamos e mantemos, dentro dos nossos sistemas geracionais. Não somos todos iguais, mas temos nossas semelhanças, que também sofrem modificações à medida que as gerações vão nascendo. Afinal, cada ano a laranjeira dá frutos, mas tem aquelas temporadas que estão mais docinhos, outras que vem poucos...
Temos então muito a aprender com nossas gerações anteriores, e às vezes um tanto a reclamar. Afinal, quando nascemos já viemos carregados de histórias e expectativas, que durante a vida vão se expressando em sucessos ou sofrimentos. Estas repetições e continuidades são uma forma de “sobrevivência” do nosso clã familiar, como explica Bert Hellinger, criador da terapia de Constelação Familiar. Nesses movimentos de amor buscamos sempre pertencer ao nosso grupo, dentro de uma consciência coletiva.
Foto de Leticia Duarte, com Leticia Duarte, No Camboja, em um antigo Mosteiro budista.
Não é por acaso que chamamos de ÁRVORE genealógica o desenho das famílias. Dividimos as heranças genéticas e espirituais das mesmas raízes. Assim, olhar para aqueles que dividem os galhos de nossa história, sempre ajuda a nos conhecer um pouquinho mais.

Gisele Cristina Voss
Palhaça e Psicóloga CRP-08/ 18117
Atendimento Psicoterápico e Aulas de Teatro no Studio Giane Bellé
Grupos de Mães e Gestantes.
(46) 99080708

Texto publicado no Jornal Tribuna dos Lagos em 05-04-2013

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