Idosos e seus Tesouros Invisíveis



Dia 1 de outubro comemora-se o Dia do Idoso. Esta data fez eu lembrar de uma historinha: A criança, observando a mãe assar um peixe, pergunta curiosa: “Por que tem que tirar a cabeça e o rabo do peixe pra assar, mamãe?” E a mãe responde que é assim que a mãe dela sempre faz. E perguntando para a mãe da mãe da mãe, a criança chegou no colo da bisavó, que carinhosamente respondeu: “A gente cortava a cabeça e o rabo para fazer o peixe caber na fôrma! Nisso, a bisneta observa que os peixes que sua mãe faz hoje não são tão grandes, ou as fôrmas não são tão pequenas. Mas nem falou nada para os adultos, pois viu que era uma tesouro-herança secreto da cozinha da família!”
            Assim como nesta história, nós também herdamos muitos conhecimentos, sabedorias e costumes que foram adquiridos há décadas, ou séculos atrás... Nossa herança não é só genética ou material, mas há a emocional e cultural, que carregamos, mantemos e aprendemos com o coração, sem perguntar a razão.
            Herdamos estes presentes dados por estas pessoas, nossos queridos IDOSOS. Sejam avós, bisavós, nonos e nonas, titios, vizinhos, professores e conhecidos... são especialmente ricos em experiência, de um tempo em que as conversas e brincadeiras eram preciosas, o telefone era raro e caro, o transporte era a trote e o peixe era maior.
            Ao invés de olhar o idoso como alguém atrasado e lento por não acompanhar a tecnologia como um adolescente, vale mais a pena olhá-lo como realmente é: uma pessoa que carrega tesouros invisíveis, histórias e muitas respostas...
Vou aproveitar no próximo pão de milho, ou chá de funcho, que ganhar das bisavós de minha filha, para ouvir mais histórias que formam a nossa própria!  

Publicado na minha nova Coluna no jornal Tribuna dos Lagos!
Coluna:AFETOS, FAMÍLIA E PSICOLOGIA
Dois Vizinhos - PR
28 de setembro de 2012.

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