Gosto de comemorar o dia
das crianças brincando, uma habilidade que vai ficando rara e distante no mundo
adulto, mas que forma a nossa essência. Tenho a sorte de ser palhaça e
psicóloga, e estas profissões me darem mais chances de brincar. E este ano
também me tornei mamãe, um novo presente para convidar à brincadeira.
É
mágico: no brincar a gente experimenta a liberdade de suspender a realidade por
alguns instantes, e transformar tudo num divertido faz de conta! A vassoura
vira cavalo, a cadeira serve para dançar, a panela é uma ótima percussão e até
a prima vira princesa... Experimentando e descobrindo tudo sem medo.
Dá
para errar, cair, rir do tombo e chorar quando perceber que doeu. Brigar, mas
logo fazer as pazes. E sem guardar rancor do amigo, convidar ele para formarem
uma dupla no próximo jogo.
LIBERDADE,
PRAZER, PERMISSÃO, ACEITAÇÃO. Sentir e expressar, sem ter vergonha do que se é
e do que se faz. Quem não busca isso todo dia? E as crianças, muito espertas,
são mestres nisso!
Como diz Rubem Alves: “São as
crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes
a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. O essencial da vida
não é o trabalho, mas o brinquedo.”
Gisele Voss

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